Resultado econômico-financeiro

Síntese de indicadores (em R$ milhões)

2016 2015 2014 2013 2012
Receita bruta  213 6.638,1 7.601 7.240 6.611
Receita líquida  209 6.482 7.537 7.204 6.550
Margem bruta (%) (405,2) 44,4 58,0 62,8 61,3
Lucro líquido (prejuízo) (3.362) (5.837) 2.806 2.731 2.646
Ebit (43) (8.212) 3.410 3.653 3.357
Ebitda 143 (7.774) 3.762 3.870 3.554
Margem Ebitda (%) 69,10 (119,9) 49,9 53,7 54,3
Investimentos 45 407 629 521 643
Investimentos (P4P) - 33 660 2.160 2.709
Ativos totais 20.020 27.423 19.557 15.032 11.001
Patrimônio líquido (6.922) (1.653) 4.313 3.758 3.274
Dívida bruta 13.747 15.179 11.648 9.030 5.987
Dívida líquida 13.688 13.273 9.531 8.475 5.215
Dívida bruta/Ebitda 96,10x - 3,1x 2,3x 1,7x
Roce (%) (0,2) (30,5) 17,6 22,5 29,3

Em 2015, o rompimento da barragem de Fundão, em novembro, impactou o desempenho operacional e financeiro da Samarco. Até novembro, os resultados se mostravam em sintonia com o momento vivido nos últimos anos no setor de mineração – especialmente no que tange a oscilações em preço e demanda.

Após a paralisação das atividades em razão do rompimento da barragem, os esforços da gestão financeira se concentraram na alocação de recursos para as ações emergenciais, para execução dos programas de reparação e compensação e no cumprimento das obrigações da Empresa.

Os gastos realizados são comunicados, em linha com normas e práticas contábeis. Neste contexto, cabe mencionar que a Samarco estabeleceu provisões para desembolsos futuros que foram contabilizados e divulgados nas Demonstrações Financeiras referentes aos exercícios de 2015 e 2016 (saiba mais aqui).

Do ponto de vista operacional, em 31 de dezembro de 2015, os volumes de produção de pelotas de minério de ferro e finos totalizaram 25,453 milhões de toneladas – um aumento de 1,5% em relação ao ano anterior (25,075 milhões de toneladas), apesar dos impactos decorrentes da paralisação das operações de Germano e de Ubu. As vendas de produtos atingiram 24,918 milhões de toneladas.

Em 2016, foram embarcadas na unidade de Ubu (ES) 77.160 toneladas de pelotas que ainda se encontravam nos pátios de estocagem da Empresa, 24.607 toneladas de finos de minério de ferro e  51.265 toneladas de pellet screening.

No aspecto econômico-financeiro, o faturamento bruto da Empresa em 2015 foi de R$6.638,1 milhões, uma redução de 12,7% em relação ao ano anterior, sob influência da queda no preço médio de vendas de pelotas em dólar, do cenário de mercado desfavorável, da paralização das operações nos dois últimos meses do ano e da redução de receitas de energia elétrica. Em 2016, sob impacto da paralisação total da produção, houve uma queda de 96,8%, em comparação ao ano de 2015. O faturamento bruto do ano de 2016 foi de R$213 milhões.

O prejuízo contábil registrado em 2015, de R$5.836,5 milhões, é justificado principalmente pela constituição da provisão para recuperação socioambiental e socioeconômica (R$9,8 bilhões a valor presente), indicada nas Demonstrações Financeiras com o objetivo de cobrir todas as despesas relacionadas às medidas de prevenção, reparação, contenção e compensação dos impactos ambientais e sociais resultantes do rompimento da barragem de Fundão. O montante das despesas incorridas em 2015 totalizou R$144 milhões. Em 2016, o prejuízo contábil foi de R$3.362 milhões.

Nos próximos anos, mantém-se o desafio de um retorno operacional, visando à geração de caixa para honrar os compromissos da reparação das consequências do rompimento de Fundão, assim como a geração de emprego e renda para as localidades em que a Empresa opera. Já no segundo semestre de 2017, os acionistas Vale e BHP se comprometeram a realizar empréstimos a fim de garantir o financiamento dos programas do TTAC ainda sob a tutela da Samarco, além de suportar as necessidades operacionais da Empresa.

+ informações

Confira o detalhamento dos indicadores, provisões, demonstrações de resultados e informações nas Demonstrações Financeiras de 2015 e de 2016.

Acesse http://www.samarco.com/relatorios/

Investimentos

Em 2016, os investimentos correntes somaram R$45 milhões, reflexo da paralisação das operações da Empresa.

Ratings

Após o rompimento da barragem de Fundão, a Samarco teve sua classificação de risco rebaixada pelas três principais agências de classificação de risco: Fitch Ratings (RD), que avalia a empresa desde 2005; Moody’s (C), que começou a avaliar a empresa em maio de 2015; e a Standard & Poor’s (D), que emite classificações sobre a Samarco desde 2012.

Valor adicionado  G4-EC1

A riqueza gerada pela Samarco em 2016 totalizou R$285,9 milhões, muito abaixo de 2015 (R$7.094,7 milhões), e o valor adicionado líquido produzido pela Empresa foi R$443,6 milhões (2016) e R$7.824,6 negativos (2015).

O prejuízo nos anos de 2015 e 2016 resultou na não distribuição de R$1.882,1 milhões para fins de impostos, taxas e contribuições em 2015 e R$274,6 milhões em 2016, assim como na não distribuição de R$5.836,5 milhões para a remuneração de capitais próprios em 2015 e R$325,7 milhões em 2016.

Valor adicionado – consolidado (em R$ milhões) G4-EC1

2016 2015 2014
Receitas (riqueza gerada) 285,9 7.094,7 9.242,2
Insumos adquiridos de terceiros 343,8 (14.481,7) 4.890,3
Valor adicionado bruto 629,8 (7.387,0) 4.351,9
Depreciação (186,1) (437,6) (352,6)
Valor adicionado líquido produzido pela entidade 443,6 (7.824,6) 3.999,3
Receitas financeiras 1.505,2 2.490,2 678,5
Valor adicionado total a distribuir 1.948,9 (5.334,4) 4.677,8
Pessoal 417,3 373,9 469,5
Impostos, taxas e contribuições (274,6) (1.882,1) 597,7
Remuneração de capital de terceiros 2.131,9 2.010,4 804,9
Remuneração de capitais próprios (325,7) (5.836,5) 2.805,5
Distribuição do valor adicionado 1.948,9 (5.334,4) 4.677,8

Reservas de minério

As jazidas de propriedade outorgadas para a Samarco estão localizadas nos municípios de Mariana e Ouro Preto (MG), constituindo recursos geológicos da ordem de 7,336 bilhões de toneladas (não auditado). De acordo com o contexto técnico e econômico e considerando o recurso mineral e suas características peculiares, as reservas recuperáveis (ou lavráveis) encontravam-se na ordem de 2,867 bilhões de toneladas (não auditado) até outubro de 2015. Após o rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015, e a suspensão temporária das operações, a empresa está revendo as reservas de sua operação (para mais informações, consulte as Demonstrações Financeiras no site da Samarco – www.samarco.com/relatorios

Plano de fechamento G4-MM10

Em função do rompimento da barragem de Fundão, a Administração da Empresa, com a assessoria de consultores externos, revisou o plano de fechamento das suas unidades operacionais em dezembro de 2016, resultando em alterações em relação ao que foi considerado no Plano de Fechamento em dezembro de 2015. O valor justo do passivo em 31 de dezembro de 2016 totalizou R$319.863.591,44 e em 30 de novembro de 2016 era de R$425.053.146,78. A diferença referente à redução do passivo registrada no ano 2016 foi de R$105.189.555,34.